quinta-feira, 29 de outubro de 2015

FORMAÇÃO

O Brasil, como todos sabem, está passando por um momento de crise econômica e política

Só se fala disso nos jornais e noticiários, nas conversas entre amigos, nas redes sociais e internet. Primeiramente, é preciso entender que não é um momento qualquer: estamos falando da maior crise econômica dos últimos 25 anos! Se confirmada as previsões dos economistas e especialistas em finanças, será a primeira vez, desde 1948, quando iniciou a série de medições do IBGE, que o Brasil viverá dois anos seguidos de recessão. Tomando esse pano de fundo, surge a questão: como toda essa crise pode afetar o casamento, a família e o lar dos brasileiros? A crise econômica pode afetar o meu casamento? Como fica a relação do casal diante das dificuldades financeiras?
A Crise Econômica pode afetar minha família

Como viver bem as fases do luto?

Ninguém está preparado para perder o outro, mas viver bem as fases do luto é indispensável

Todas as pessoas, quando sofrem alguma grande perda na vida (seja a morte de um ente querido, o diagnóstico de uma doença grave, um processo de falência ou a traição de uma pessoa muito próxima, uma separação, uma punição criminal etc.), passam em maior ou menor intensidade por aquilo que chamamos de processo de luto.
Como viver bem as fases do luto - 1600x1200
Para lidar com essa situação, a falecida psiquiatra suíça Elisabeth Kubler-Ross pesquisou sobre esse tema e descreveu cinco fases do processo de luto.

O significado de cada letra da palavra família

O significado de cada letra da palavra família

Saiba qual o significado de cada letra da palavra família

Qual o significado da família? Pare e pense um instante para responder essa pergunta. O valor contido nessa instituição, um ambiente familiar, é imenso, incalculável. Isso nos remete aos nossos ancestrais: pais, avós e bisavós. Graças à união deles, à nossa árvore genealógica, estamos aqui para refletir e ter o coração grato ao nosso passado. Para este olhamos com gratidão; para o presente, com paixão, e contemplamos o futuro com esperança. Atento às necessidades do mundo atual, o Santo Padre acompanhou, com ternura de pai, a realização do Sínodo Ordinário dos Bispos sobre a Família até a sua conclusão. Depois de três semanas de trabalhos, o Papa ouviu atentamente as declarações dos cerca de trezentos participantes.
O significado de cada letra da palavra família - 1600x1200

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

EU, DEUS E O MEU TEMPO DE SOLTEIRO

ARTIGOS / NAMORO

Estar solteiro não é doença tampouco vocação; não é estar sozinho nem é sinônimo de solidão. É um tempo só seu, dure o quanto durar
Por Helder Melo
Enquanto uns lidam com a “solteiritite”, como se fosse uma doença, outros a tomam para si como uma espécie de vocação, o “solteirismo”, mas eu acredito em uma terceira opção; embora eu não tenha um nome para defini-la agora, é algo que resulta da soma de espera + caminhada + preparação.
Na “solteiritite”, alguns parentes olham preocupados para você, como se o caso fosse contagioso ou terminal. Só um milagre mesmo! A pessoa solteira que julga ter “solteritite” tem comportamentos beirando o desespero. Tudo que ouve dizer que é cura ou simpatia para conseguir qualquer pessoa, ela experimenta. Ela tem muito medo de morrer com essa doença que diz ter, e vive em função dela; até acha uns “remédios” que aliviam os sintomas, mas estes acabam voltando piores!
Foto: 57725530, Thomas_Zsebok_Images, iStock by Getty Images
Foto: 57725530, Thomas_Zsebok_Images, iStock by Getty Images

Do outro lado, há os que consideram o “estar solteiro” uma espécie de vocação, isso é o “solteirismo”. Assumem para si esse título aqueles que acham estar bem nessa situação. Aparentam estar certos, decididos a trilhar essa vocação. Uma pena! Nutrem-se de doses de alegrias instantâneas, enxergam dificuldades em construir e buscar uma verdadeira e duradoura felicidade. Não entenderam a beleza que é compartilhar o dom mais precioso que Deus lhes dá: a vida.

QUAL A SENHA

Vício em eletrônicos pode desenvolver patologias

As  pessoas  estão  se  tornando  dependentes  dos eletrônicos

O que antes era uma preocupação apenas com os adolescentes, por ficarem horas e horas em jogos virtuais, se estende a classe dos adultos e o pior, até mesmo das crianças. Muitos pais na ânsia de ter um tempo “livre” para eles, sem choro e sem necessidade de dedicação aos filhos, usam como moeda de troca o tablet e o celular, oferecendo precocemente aquele que pode ser o grande vilão da vida adulta do seu filho. Por isto gostaria de questionar: será que estamos sabendo utilizar os eletrônicos, em especial os meios de comunicação?
Vício em eletrônicos pode desenvolver patologias
Foto: Martin Dimitrov,74557609, iStock by Getty Images
Esta tem sido a pergunta de muitos estudiosos, saber quais são as influências e para bem dizer, os malefícios que este vício pode causar, assim como sua forma de tratamento.
Muito já se falou dos jogos, mas agora gostaria de levantar os questionamentos acerca dos meios de comunicação virtual. Pode se dizer que nunca foi tão fácil acessar a internet como atualmente, são poucos os lugares que não é possível se conectar. E quando isto não acontece, o caos está instalado. Quem nunca ouviu uma pessoa dizer, “aqui não tem nada para fazer, não tem nem internet!” ou “aqui tem Wi-Fi? Qual a senha?”

Atendimento psicológico

Partindo do princípio que tudo que está em exagero pode se tornar uma doença, poderíamos dizer então que o excesso de tempo envolvido com tais eletrônicos é uma patologia e que para isto já existem clínicas de recuperação nos grandes centros. Já se imaginou internado em uma clínica de recuperação por não conseguir se controlar com uso destes meios? Ainda não se trata de uma realidade comum tais internações, no entanto, o número de pessoas atendidas em consultórios psicológicos sim.
As pessoas não chegam nos consultórios dizendo que possuem dependência de internet, jogo patológico ou nomofobia (“no mobile fobia”, ou “fobia de ficar sem celular”), eles chegam se queixando das consequências de tais patologias, que são a baixa autoestima, distúrbios de humor, depressão, fobias e irritabilidade.
Normalmente estes comportamentos dificultam as relações sociais feitas na vida real, sendo então um “refúgio” para aqueles que são retraídos, tímidos, inseguros, complexados, pois neste mundo imaginário, posso me refugiar, distrair, ser quem eu desejo ser, porque hoje é muito comum criar um fake (pessoa imaginária) e fazer tudo aquilo que gostaria de fazer e não “consigo”.

Distúrbios atencionais

No entanto não são apenas alterações emocionais que podem gerar estas dependências. Estudiosos da mente humana, tem buscado estudar quais implicações neurológicas estas dependências tem causado. A princípio, o que pode se dizer é que estes tais excessos podem causar distúrbios atencionais.
Uma vez que durante as atividades virtuais sejam elas jogos, trabalho, estudo, lazer, dentre outros, estimula-se mais o campo da atenção alternada (alternância do foco entre mais de um estímulo para captar cada uma das atividades em separado, eficazmente), com isso gero em meu cérebro uma necessidade de receber constantemente este estímulo. Em contrapartida, o campo da atenção concentrada (capacidade de desconectar-se de um campo mais amplo de atração, seja visual ou auditivo, a fim de isolar-se ou focar-se em um número reduzido de estímulos). Um outro tipo de atenção humana, não menos inferior que a atenção alternada fica “atrofiada”, pois não tem recebido estímulo suficiente. Este desequilíbrio prejudica diretamente o processo de aprendizagem e memória do ser humano, uma vez que auxilia a transição de informações novas da área da memória de trabalho para a memória de longo prazo.
Contudo, se você acha que não depende tanto da internet para se relacionar, se distrair e se manter informado (jornais impressos e televisionados também oferecem informações), lanço um desafio: Desligue sua internet por um período do dia, observe suas reações e veja até onde você depende emocionalmente desta ferramenta.
 

Aline Rodrigues

Aline Rodrigues é psicóloga há 10 anos, pós-graduada em Psicanálise Aplicada à Saúde Mental com formação em transtornos alimentares e MBA em gestão de pessoas. Lecionou durante sete anos na Faculdade Pitágoras e está cursando pós-graduação em Terapia Cognitiva Comportamental. Aline é missionária do segundo elo da Comunidade Canção Nova.
Fonte: CANÇÃO NOVA

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Como lidar com as brigas e os desentendimentos no namoro?

Quantas vezes você se desentende com si mesmo ao acordar? Às vezes, irrita-se com algo que acontece de imprevisto ou que poderia ter feito e não fez? Quantas são as situações que o chateiam quando pensa: “Nossa, como pude fazer isso? Meu Deus! Sério que fiz isso?”.

De fato, desentendemo-nos com nós mesmos, e, nessa hora, precisamos nos reconciliar. Essa é a aventura humana! Agora, alargue um pouco sua visão e pense: tudo isso em um relacionamento a dois! O nome já diz: trata-se de duas pessoas, de dois mundos, duas histórias, duas visões e dois sentimentos. Por isso, é inevitável o desentendimento e o conflito.

Quanto se trata de namoro, noivado ou casamento, então, meu Deus! Um simples ato de apertar a pasta de dente ao meio pode ser um “campo minado” para estourar uma discussão acalorada com sua digníssima, a qual, simplesmente, não suporta o fato de você não apertar o creme dental no início do tubo.

Desentendimentos surgirão, mas a pergunta é: Como lidar com eles? Como não fazer do relacionamento uma 3ª Guerra Mundial? Ah, e se você acha que o fato de rezar ou ter uma vida sem estresse o blindará desses momentos de tensão, fique tranquilo e permita-se ser humano. Até o Papa disse: “É habitual os casais se zangarem… Às vezes, [até] voa um prato. Contudo, por favor, lembrem-se disso: não acabem o dia sem fazer as pazes. Nunca, nunca! Esse é um segredo para conservar o amor”.

YOUCAT: Catecismo Jovem #Desejo de Deus

Deus colocou no nosso coração um desejo:procurá-l'O e encontrá-l'O. Santo Agostinho diz: "Tu criaste-nos  para Ti e o nosso coração está irrequieto até encontrar o descanso em Ti". A este desejo de Deus chamamos Religião. [YouCat 3]
O desejo de Deus é um sentimento inscrito no coração do homem, porque o homem foi criado por Deus e para Deus. Deus não cessa de atrair o homem para Si e só em Deus é que o homem encontra a verdade e a felicidade que procura sem descanso:
«A razão mais sublime da dignidade humana consiste na sua vocação à comunhão com Deus. Desde o começo da sua existência, o homem é convidado a dialogar com Deus: pois se existe, é só porque, criado por Deus por amor, é por Ele, e por amor, constantemente conservado: nem pode viver plenamente segundo a verdade, se não reconhecer livremente esse amor e não se entregar ao seu Criador»(1).
 De muitos modos, na sua história e até hoje, os homens exprimiram a sua busca de Deus em crenças e comportamentos religiosos (orações, sacrifícios, cultos, meditações, etc.). Apesar das ambiguidades de que podem enfermar, estas formas de expressão são tão universais que bem podemos chamar ao homem um ser religioso:
Deus «criou de um só homem todo o género humano, para habitar sobre a superfície da terra, e fixou períodos determinados e os limites da sua habitação, para que os homens procurassem a Deus e se esforçassem realmente por O atingir e encontrar. Na verdade, Ele não está longe de cada um de nós. É n'Ele que vivemos, nos movemos e existimos» (Act 17, 26-28). [CIC 27-28]

LECTIO DIVINA

Leitura: Lucas 9,7-9
Herodes, o governador da Galileia, ouviu falar de tudo o que estava acontecendo e ficou sem saber o que pensar. Pois alguns diziam que João Batista tinha sido ressuscitado, outros diziam que Elias tinha aparecido, e outros ainda que um dos antigos profetas havia ressuscitado. Mas Herodes disse:
— Eu mesmo mandei cortar a cabeça de João. Quem será então esse homem de quem ouço falar essas coisas?
E Herodes procurava ver Jesus.
Oração: Duas perguntas
Por ter feito inúmeros milagres, atraindo a atenção pública, e pelo discurso novo, instruindo mudança de vida e da forma de pensar o mundo, Jesus ameaçava a soberania dos políticos de sua época. Herodes tinha curiosidade sobre aquele que desafiava toda a ordem e religião estabelecidas. Sua dúvida nos ajuda a rezar: Quem será então esse homem de quem ouço falar essas coisas?

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

YOUCAT: Catecismo Jovem #Santidade

"Esta afirmação da Carta aos Hebreus (10, 24) impele-nos a considerar a vocação universal à santidade como o caminho constante na vida espiritual, a aspirar aos carismas mais elevados e a um amor cada vez mais alto e fecundo (cf. 1 Cor 12, 31 – 13, 13). A atenção recíproca tem como finalidade estimular-se, mutuamente, a um amor efetivo sempre maior, "como a luz da aurora, que cresce até ao romper do dia" (Prov 4, 18), à espera de viver o dia sem ocaso em Deus. O tempo, que nos é concedido na nossa vida, é precioso para descobrir e realizar as boas obras, no amor de Deus.  Assim a própria Igreja cresce e se desenvolve para chegar à plena maturidade de Cristo (cf. Ef 4, 13).  É nesta perspectiva dinâmica de crescimento que se situa a nossa exortação a estimular-nos reciprocamente para chegar à plenitude do amor e das boas obras." Papa Bento XVI

Sim. O sentido da nossa vida está em unirmo-nos a Deus em amor, em corresponder aos sonhos de Deus. Devemos permitir a Deus "viver a Sua vida em nós" (Madre Teresa). Isto significa ser santo. [342]a

LECTIO DIVINA

Leitura: Lucas 8,19-21
A mãe e os irmãos de Jesus vieram até o lugar onde ele estava, mas, por causa da multidão, não conseguiam chegar perto dele. Então alguém disse a Jesus:
— A sua mãe e os seus irmãos estão lá fora e querem falar com o senhor.
Mas Jesus disse a todos:
— Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a mensagem de Deus e a praticam.


Oração: Ouvir e praticar
No texto de hoje, Jesus me diz que também eu posso ser parte de sua família, desde que faça duas coisas: ouça a mensagem de Deus e a pratique. O convite está feito, e as condições estão claras. Resta-me perceber se as tenho bem cumprido.
Ouvir a mensagem de Deus é, antes de tudo, colocar-se disponível a Deus. Para ouvi-lo, preciso me encontrar com Ele e uma boa escolha é a leitura orante de sua Palavra. O encontro com Deus na oração deve ser diário, persistente e perseverante. Para Ele nos falar, é preciso colocarmo-nos atentos a ouvi-lo. É escuta paciente, cuidadosa. Tem vezes que Ele nos quer falar sobre aquilo que queremos escutar; outras vezes vem nos dizer de coisas não muito esperadas. Mas sempre nos fala de coisas que precisamos. É preciso, então, esforçarmos sobre sua voz: perceber o timbre, a entonação e a quantidade de mensagens que nos vêm. Ainda que, em princípio, não o escutemos, é importante que nos coloquemos diariamente em oração e, do mesmo modo como fez Samuel (1Samuel 3,10), dizê-lo: Fala, pois o teu servo está escutando! Não há escuta sem disponibilidade. Precisamos estar diante Dele quando Ele nos quiser falar.
Não basta ouvir a mensagem de Deus. Mais importante é praticá-la. E Jesus nos ensina duas formas de bem vivê-la: na caridade e no perdão. Deus é amor, e tudo o que sai Dele e volta para Ele é amor. Para pertencermos a Ele, precisamos nós também vivermos o amor, sermos amor. E não há amor sem perdão. O amor é compassivo, e reconhece nossa igual condição pecadora. É compreensivo, e nos dá forças para vencermos a discórdia. O perdão nos aproxima de Deus, porque é aquilo que Ele primeiro nos oferece quando nos chama a seu seguimento.
Qualquer conhecimento se constrói obedecendo a tríade escuta, observação e prática. Conhecer Jesus não é diferente, e nos capacita a sermos parte de sua família.

Marcelo H. Camargos