sexta-feira, 14 de agosto de 2015

No cinema pode

Não é fácil olhar-se no espelho e encontrar em sua própria imagem (externa e interna) as oportunidades de crescimento e as dificuldades a serem minimizadas. Não é fácil identificar em si mesmo mazelas que só vemos no nosso semelhante. Mas creia: é necessário.
   Para conhecer-se bem é preciso antes de tudo enxergar-se como ser limitado - uma criaturinha de Deus entre tantas milhões de espécies habitantes do mundo. Depois, também é preciso ter o que há tempos chamam de 'visão de mundo', ou como dizem outros: 'base de vida'. Não há como identificar um problema se não conhecermos a fundo de que se constitui, quais os sintomas, e como se comporta. Por isso a experiência (base de vida) e a informação (visão de mundo) são tão importantes neste processo.
   Caso ainda não tenha tido a oportunidade de estar munido destas duas ferramentas, vale procurar quem as tenha. De preferência alguém que o ame. Outra dica é curtir um cineminha bem relaxado, e tentar identificar as lições colocadas por trás de grande obras. A ampliação da imagem naquela sala escura não à toa se chama projeção... O termo é também usado com frequência na psicologia, e representa o ato de nos vermos inconscientemente nos atores de TV, nos vilões e mocinhos das telonas, ou até mesmo nas pessoas com quem mais convivemos. O que se torna delicado é exatamente o que projetamos no outro que não queremos ver em nós mesmos...
   O cinema é um ótimo lugar para perceber como nosso inconsciente se comporta, e descobrir que este ato é só uma parte do que você é. Sem medos, vista por alguns instantes este personagem fílmico, e se pergunte se gostaria de ser exatamente assim, e ainda: se isso seria bom aos que estão à sua volta.
  
 Depois você pode vir aqui e nos contar com qual personagem se identificou e como se sentiu. Aposto que será uma aventura e tanto. experimente!

Clarissa Paiva
jornalista, 33 anos. 
Durante 27 foi membro ativo da 
Juventude Mariana Vicentina.

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