quinta-feira, 23 de julho de 2015

JUMA NEWS REPRISE

Até que enfim está de volta um dos quadros mais queridos do blog, o JUMA NEWS.... 
A entrevistada desta edição  é a Jovem jornalista Clarissa de Paiva, integrante da Juventude Marial Vicentina desde os cinco anos de idade e atualmente é assessora.

Nome: Clarissa de Paiva Medeiros Souza
Idade: 28 anos
Profissão: jornalista
Naturalidade: Pau dos Ferros - RN

- Como conheceu a JMV?
 Aos cinco anos, fui morar em um bairro onde existia uma casa das Filhas da Caridade. Lá, comecei a participar com minha mãe da Novena da Graça, às quartas-feiras (que era a novena da Medalha Milagrosa), e logo ao perceberem crianças novas no bairro, fomos convidadas (eu e minha irmã) para participar do grupo mirim que estava sendo criado lá mesmo na casa das irmãs. Nessa época, ainda tínhamos o nome de MMV (Movimento Marial Vicentino), e agregávamos à sigla, alguma identificação do local. Nesta caso, o nosso grupo passou a se chamar MOMIP (Movimento Marial Infantil Pauferrense). Não esqueço o dia da primeira reunião, quando irmã Geralda nos deu uma medalhinha, e contou a história das aparições.

- Há quanto tempo está na JMV? 
            São 23 anos de muito amor. Hoje já não sei mais quem sou se me afastar da JMV, pois a minha vida foi toda construída com ela. É minha referência.

- Qual o momento vivido por você na JMV que consideras inesquecível?
            Sem dúvida o momento mais marcante de todos foi a minha consagração. Tenho certeza de que fui abençoada por Deus com um momento único; uma mistura de sensações que me permitiu a alegria plena. Mas além deste, cada novo encontro, cada novo grupo que criamos é sempre uma emoção inédita. Não dá para costumar. O Espírito Santo e Maria Santíssima se fazem presente realmente, e a gente pode até vê-los em determinados momentos, de tão grande envolvimento. Como? Através das ações de cada membro, das partilhas, da vivência vicentina. Nesses momentos se explica facilmente à pergunta: “por que ser JMV”.

- O que a JMV representa pra você?
            Representa 80% de mim. O resto, pode-se dizer que envolve família de sangue, outros amigos, namorado, profissão... Mas o que me edificou até aqui, foram os ensinamentos católicos que vieram através da JMV. Ela que me possibilitou ver o mundo como vejo hoje. E isso eu transmito em cada passo que dou. No meu próprio dia-a-dia. Claro que nem todas as escolhas consegui fazer com base no que aprendi. Em alguns momentos, até pensei em deixar de lado a religião; a caridade; a espera em Deus. Mas para quem tem por perto uma família com a JMV, e foi educada com exemplos como os de São Vicente, Santa Luiza, Santa Catarina (sem contar os exemplos de tantos jovens, irmãs e padres), não consegue ficar longe muito tempo.

- Qual foi a pessoa que mais te marcou na caminhada da JMV?
Seria injustiça falar de uma só pessoa, pois a todos continuo de alguma forma ligada eternamente. Todas marcaram e ainda marcam. Mas posso destacar ‘representantes’ em cada etapa:

No princípio de tudo, às minhas primeiras coordenadoras (Eleneide e Darli), ao Gentil, Benjamim, Ilka, Ismênio, que foram nossos espelhos.
Um pouco depois, quando fui morar em Natal, toda a turma do Dom Marcolino Dantas (juvenil e jovem), que posso representar nas pessoas de Dayvyd, Isabela, Wancley, Yano, Ranniere, Edjailson, Leila, Jacianny, Gilmara, Irmã Luziana.

Depois, nos desafios da província, onde fiz grande amizade com Alessandra, Fabiana, Simone (AL), Bruno, Robson, Isabella, Elisângela, Irmã Lindalva (PE).

Nos momentos de distância, quando vim morar em Mossoró, a minha grande amiga Mary Daiana (que carinhosamente chamávamos de ‘A megera’ rsrsrs), e os amigos da JMV Pau dos Ferros e Caicó,que passei a visitar com mais freqüência. Sem citar todos os outros grupos do Regional Natal, por quem tenho especial atenção, e quero saber de tudo, participar de tudo! JMV DMD atual, Fontes, 4 Bocas, Campina Grande, Casa da Criança, Carnaúba, Tubibal, irmã Quitéria, Taysa, Carol.

E agora, nos desafios de aprender a ser JMV Brasil, os meus companheiros de caminhada Bruno Mattos (RJ), Raffa Cruz (MG), Cléber Fábio (do Ceará para o mundo)  Pe. Mizael e irmã Sônia. Somos um elo muito forte, cuidamos um do outro, aprendemos diariamente.

Todos fazem parte do que sou hoje, e continuam ajudando o meu crescimento pessoal. E a todos, sem exceção, devo o meu agradecimento eterno.

- Quais os efeitos que a JMV causou na tua vida?
Todos! A JMV me ajudou a ter reais valores sobre Cristo e Maria, a respeitar o próximo, a ser mais cristã. Sem falar que me tornei mais desinibida, me ajudou na profissão (meu primeiro estágio foi conseguido pro Dayvyd, que ‘criou’ junto a um gerente da Caern um cargo que nem existia, só pra eu ter a experiência profissional), e o mais precioso: me deu amigos verdadeiros e raros – os melhores amigos do mundo!!!

- Na Sua opinião o que a JMV precisa para crescer ainda mais?

Precisa de fé e união com a Família Vicentina. Já somos numerosos, já temos uma bela história. Falta que caminhemos juntos para sermos força transformadora de realidades sociais, que vão além das nossas próprias realidades. Precisamos com urgência de projetos transformadores. São Vicente e a Famvin nos ajudarão a cumprir este sonho e pedido do próprio Cristo.

- O que vc acha do Blog Vicentinos do Asfalto?
Sem demagogia: não posso mais viver sem o blog Vicentinos do Asfalto. É a minha fonte de oração, inspiração, é o meu contato mais real com vocês que estão distantes. É duro caminhar ‘sozinha’, em uma cidade sem JMV. Mas através do blog, consigo recarregar as baterias. É minha leitura freqüente. Me surpreende todos os dias, com um jeito de comunicar invejável. É sem dúvida um meio de comunicação abençoado. Passei três dias rindo à toa, de tão grande honra em saber que seria entrevistada pelo blog.
- Quais as maiores dificuldades encontradas na sua caminhada como Jovem Marial Vicentina?
A minha própria motivação. Quando a gente olha pro próprio umbigo, começa a ver limitações que podem nos desanimar. Começa a ter justificativas para deixar o trabalho cristão para depois. No final de tudo, quem sai prejudicado somos nós mesmos. Pois ‘o muito sem Deus é nada’.

- O Regional pelo qual você participou por muito tempo, e ainda participas, tem por costume realizar anualmente uma missão durante a semana santa. Você sabe ao certo quantas missões como esta você participou?
Sim, Claro. Foram momentos de muito aprendizado. Foram duas missões em Vila Flor, uma em Quatro Bocas e duas em Tubibal.

- Pessoas que você gostaria que ainda estivesse na JMV?
Wancley, Jacianny, as meninas e meninos da JMV que existiu em Mossoró, César (Atoin) da JMV Caicó, Lucas e Felipe, que eram da tesouraria da JMV Nacional.
Qual a dica que você deixa para os jovens que estão afastados do grupo?
Que eles fazem muita falta. Que Nossa senhora sente saudade deles, e que São Vicente nos pediu para dizer que o suor dos rostos deles, e a força dos seus braços fazem a diferença na nossa luta. Que com eles somos mais.
Se você tivesse a oportunidade de ficar cara a cara com Nossa Senhora, o que falaria para Ela? 
Bem... como vocês sabem, há trechos da conversa de Nossa Senhora com Catarina Labouré que nunca foram revelados. Também teria uma conversa dessas bem particulares. Mas também agradeceria muitíssimos pela JMV do mundo todo, pelo tempo em que ela vem me protegendo e me carregando nos braços. Por toda a educação, por todos os momentos. Mas pensando bem... aos pés de Maria, não sei se conseguiria falar. Talvez aproveitasse cada segundo para ouvi-la. Ela já sabe tudo sobre nossos corações! J
- Qual o segredo para perseverar na JMV tornando-se um “Jovem Marial de sucesso”?
Não tem segredo, embora seja um desafio. Mas está ao alcance de todos: SER, AMAR E CONSTRUIR. E depois, VIVER, CONTEMPLAR E SERVIR. Tudo isso observando e aprendendo com os irmãos na JMV.

Agora um bate e volta (Defina em poucas palavras):
AMOR: o sentido da vida
FAMILIA: 
é a base de tudo
AMIGO: 
vocês
ALEGRIA: 
vocês
COR : 
depende do momento, mas gosto de todas
MUSICA: 
ando ouvindo muito uma banda chamada ‘O teatro mágico’. Recomendo.
LUGAR : junto ao sacrário. Ali tudo pode acontecer.
MELHOR MOMENTO: 
minha consagração.
NOSSA SENHORA: Minha mãe, meu refúgio.
JESUS CRISTO: Meu Senhor, meu Tudo.
JMV: minha vida.

- Vamos falar um pouco da JMJ (Jornada mundial da Juventude).

- Como surgiu essa oportunidade de representar a JMV participando da JMJ (Jornada Mundial da Juventude)?
Caiu do céu!
Nosso presidente nacional (Bruno Mattos), participou do encontro nacional da Família Vicentina, onde conheceu Larissa Batista, da SSVP Jovem. Eles nos cederam duas vagas, com tudo pago, para a Jornada. Foi uma grande prova de união da Família Vicentina.
Qual o momento mais marcante na JMJ?
A adoração ao Santíssimo, quando houve um silêncio absoluto mesmo em meio à dois milhões de jovens reunidos. E também quando todos gritavam ao mesmo tempo: “esta és la juventud del Papa”, para saudar Bento XVI.

- Como eram as refeições e a dormida lá no evento?
Eram alojamentos, como os nossos encontros. A alimentação era a mais simples, sobretudo durante o Encontro dos Jovens Vicentinos (que antecedeu a Jornada em si). Num colégio, colchões no chão, escala de limpeza onde todos ajudavam, hora para entrar e sair. Tudo muito simples, mas muito organizado. A comida era bem diferente da nossa, mas as maçãs nos salvaram (risos).
- Como eram as missas?
Lindas, fantásticas! Com dramatizações, coral em várias línguas, padres muito jovens, animando a juventude, muitos voluntários organizando tudo. Duravam manhãs inteiras. Os jovens não queriam sair da igreja, não parávamos de cantar, erguer bandeiras, bater palmas.

- Quais os grupos da JMV que estavam presentes na JMJ, que você achou mais parecido com o do Brasil? E mais diferentes?
Todos se parecem. Até mesmo os do Líbano e da Tailândia (com os quais nos comunicávamos apenas por mímica). Somos todos, um só povo, uma só juventude.

- Quais as dicas que você deixa para as pessoas que estão pensando em participar da próxima JMJ?
Preparem-se para mudar de vida. Vão como a jornada pede: peregrinos. De coração e de material. Levem uma mochila pequena, uma roupa por dia, e muita sede de aprender. Esqueçam maquiagem, salto, pranchinha, roupa passada, etc. Concentrem-se na troca de experiências. Vivam cada segundo. Deixem que Jesus, na cruz peregrina, toque as suas vidas.

- O papa Bento XVI tem demonstrado grande apreço pela juventude. Você poderia comentar por qual razão os jovens recebem toda essa atenção da Igreja?
Nós somos a energia, somos os jovens, temos por vocação revolucionar. Juntos, somos capazes de grande feitos. Somos o motor do mundo. A igreja reconhece o nosso potencial de realização, nossa juventude e energia, e nos abençoa com incentivo para transformar. Não somos experientes, mas temos disposição. A igreja quer nos ajudar a caminhar com Deus.

- Para Finalizar o nosso Juma News, queremos que você deixe uma mensagem para todos os Jovens Mariais Vicentino.

Sejam humildes e disponíveis como o SIM de Maria. Sejam ousados e organizados, como São Vicente. Rezem com a fé da noviça Catarina Labouré. Vivam em Cristo! Estejam prontos para ACONTECER. O mundo precisa de nós, jovens católicos. O mundo nos espera, JMV!





José Rogério B. de Souza
Sou Rogério, consultor comercial da Viggo Sistemas
Moro em Caicó-RN- Brasil
Diretor do Blog

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