sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

A esperança não decepciona

Quando colocamos toda nossa “carência” no outro o transformamos em um instrumento de saciar necessidades e o tornamos refém de nós mesmos. Isso não é amizade.

Não podemos buscar culpados  para nossas derrotas e nem colocar a felicidade de nossa vida nas mãos dos outros. Somos seres limitados, necessitados do outro e de Deus. Mas nunca dependentes do outro, dependentes só de Deus.

Querer relacionamentos perfeitos é ilusão! Relacionamento é construção, é recomeço sempre, e tentar de novo, é superar a todo instante.

Sabe quando realmente vamos ser livres para amar além de nossas carências?

Quando de verdade experimentarmos a dimensão do amor  de Deus por nós, Ele é exagerado, tanto que procura fazer tudo em silêncio, não promove uma campanha de marketing para dizer:

“Criei mais uma  de minhas incríveis obras”.


Talvez por isso a gente não dê tanto valor a este amor e às vezes desacreditamos, pois não nos atentamos aos pequenos detalhes. Um Deus que se dá a todo instante em amor a nós!

Se não fizermos uma experiência concreta com o amor de Deus nunca entenderemos o que significa uma amizade de verdade. Sempre seremos imaturos e incapazes de amar! Pois se Deus é amor e Ele o é, só Dele e do relacionamento com Ele aprenderemos o significado real do ser amigo!

A amizade sem o amor de Deus é um amor romântico,  até violento e imaturo. Um amor de conquista, que reduz fatalmente o outro a objeto das próprias carências e ignora toda dimensão de sacrifício, de fidelidade e de doação de si.

Aqui surge um grande detalhe, ainda não sabemos o que é amizade.

A amizade surge de um perder para ganhar!

Texto extraído do livro: Nasci pra dar certo – Adriano Gonçalves

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