sexta-feira, 15 de março de 2013

Um Papa simples, próximo de seu povo

// Foto: Mons Antonio Luiz Catelan Ferreira

Os cardeais presentes no ônibus levaram um susto quando o Pontífice entrou no veículo e sentou-se ao lado de Dom Raymundo Damasceno, cardeal arcebispo de Aparecida (SP). ”Conversamos como conversam dois velhos amigos, já que nós somos conhecidos”, disse Dom Raymundo.

O dia também foi de atividades para muitos dos cardeais que se encontravam em Roma. Alguns receberam a imprensa para falar do clima da eleição do novo Pontífice e também arriscaram revelar algumas ‘quebras de protocolos’ do Papa Francisco.


“Depois de ter saído do balcão da Praça São Pedro, antes de se dirigir para o jantar, começaram a abrir espaço para que ele [Papa] entrasse sozinho no elevador. Ele disse: ‘Mas por que sozinho, se cabemos em tantos, se cabemos todos?’ Então, vários cardeais entraram juntos no elevador com o Papa”, disse o Cardeal Phillipe Barbarin.

“Quando se retirou para a residência, onde estavam os cardeias, ele não quis entrar no carro papal; disse que ia junto com os demais para a residência, onde insistiu em pagar as despesas”, disse o Cardeal francês Jean-Pierre Ricard.


“Quando foi pegar a cruz [peitoral], foram-lhe oferecidas outras, mas ele disse: ‘Não, obrigado, prefiro ficar com a minha mesmo”, disse o Cardeal André Vingt-Trois.

“Estávamos todos reunidos enquanto ele estava no balcão, saudando o povo. Descemos, como em outras ocasiões e havia 5 ou 6 ônibus esperando para levar os cardeais de volta à Casa Santa Marta. Via ali o carro do Santo Padre e os segurança, as motocicletas. Pensei: ‘tudo voltou à normalidade’. Quando chega o último ônibus, adivinha quem desce? O Papa Francisco! Imagino ele dizendo ao motorista: “Sem problemas, eu vou com os rapazes de ônibus”, disse o Cardeal americano Timothy Dolan.

Na parte da tarde, uma outra surpresa. Enquanto os carros esperavam para levar o Papa à Capela Sistina para a Missa de encerramento do Conclave, mais uma vez Francisco preferiu ir de ônibus, fato comprovado por uma foto tirada pelo missionário da Canção Nova Frederico Henrique.

Fonte; Canção Nova

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