sábado, 16 de fevereiro de 2013

YOUCAT: Catecismo Jovem #Virtudes


Temos de trabalhar em nós para podermos realizar o bem livre, alegre e agilmente. Contribuem para isso a fé firme em Deus e a nossa vivência das virtudes. Isso significa que devemos, com a ajuda de Deus, criar em nós atitudes seguras, que não nos devemos entregar a paixões desordenadas e que devemos dirigir as forças da razão e da vontade para o bem, sempre e sem equívocos.
[Youcat 300] [1804-1805, 1810-1811, 1834, 1839]


As virtudes mais importantes são a prudência, a justiça, a fortaleza e a temperança. São também designadas “virtudes cardeais” (lat. cardo = gonzo, eixo; cardinalis = importante). [ CIC 1804 - 1809] 

As virtudes morais são humanamente adquiridas. São os frutos e os germes de actos moralmente bons e dispõem todas as potencialidades do ser humano para comungar no amor divino. Há quatro virtudes que desempenham um papel de charneira. Por isso, se chamam «cardeais»; todas as outras se agrupam em torno delas. São: a prudência, a justiça, a fortaleza e a temperança. 

A prudência é a virtude que dispõe a razão prática para discernir, em qualquer circunstância, o nosso verdadeiro bem e para escolher os justos meios de o atingir. «O homem prudente vigia os seus passos» (Pr 14, 15). «Sede ponderados e comedidos, para poderdes orar» (1 Pe 4, 7). A prudência é a «recta norma da acção», escreve São Tomás (62) seguindo Aristóteles. É a prudência que guia imediatamente o juízo da consciência. Graças a esta virtude, aplicamos sem erro os princípios morais aos casos particulares e ultrapassamos as dúvidas sobre o bem a fazer e o mal a evitar. 

A justiça é a virtude moral que consiste na constante e firme vontade de dar a Deus e ao próximo o que lhes é devido. A justiça para com Deus chama-se «virtude da religião». Para com os homens, a justiça leva a respeitar os direitos de cada qual e a estabelecer, nas relações humanas, a harmonia que promove a equidade em relação às pessoas e ao bem comum. O homem justo, tantas vezes evocado nos livros santos, distingue-se pela rectidão habitual dos seus pensamentos e da sua conduta para com o próximo. 

A fortaleza é a virtude moral que, no meio das dificuldades, assegura a firmeza e a constância na prossecução do bem. Torna firme a decisão de resistir às tentações e de superar os obstáculos na vida moral. A virtude da fortaleza dá capacidade para vencer o medo, mesmo da morte, e enfrentar a provação e as perseguições. Dispõe a ir até à renúncia e ao sacrifício da própria vida, na defesa duma causa justa. «O Senhor é a minha fortaleza e a minha glória» (Sl118, 14). «No mundo haveis de sofrer tribulações: mas tende coragem! Eu venci o mundo!»(Jo 16, 33). 

A temperança é a virtude moral que modera a atracção dos prazeres e proporciona o equilíbrio no uso dos bens criados. Assegura o domínio da vontade sobre os instintos e mantém os desejos nos limites da honestidade. A pessoa temperante orienta para o bem os apetites sensíveis, guarda uma sã discrição e não se deixa arrastar pelas paixões do coração (63). 

«Viver bem é amar a Deus de todo o coração, com toda a alma e com todo o proceder [...], de tal modo que se lhe dedica um amor incorrupto e íntegro (pela temperança), que mal algum poderá abalar (fortaleza), que a ninguém mais serve (justiça), que cuida de discernir todas as coisas para não se deixar surpreender pela astúcia e pela mentira (prudência)» (64). 

Não são virtudes acessíveis apenas a heróis morais, mas são um dom de Deus para todos os batizados: nelas cresce também a nossa vida. [Papa Bento XVI - 06/06/2012 ]

”A virtude é um hábito do bem, ao contrário do hábito para o mal ou o vício”. 
[São Tomás de Aquino]

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