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Destaques

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Reflexão do dia: Onde está o seu sonho?

Hei garoto onde estão os seus sonhos?
Foi o que ouvi meu pai dizer por muito tempo de minha vida.
Mas afinal o que é sonhar? Procurando no dicionário descobri que sonhar tem muitos significados, no entanto dois conceitos me chamaram a atenção e é neles que quero me debruçar um pouco.
Ter uma idéia fixa, ou pensar com insistência. Interessante o sonho tem uma relação muito estreita com a perseverança e isso quer dizer que essa conquista depende do quanto estamos dispostos a correr atrás dos mesmos e não abrir mão deles.
Desde muito cedo o sonho nos acompanha e anda sempre de mãos dadas com aquilo que nos maravilha. Queremos ser como nosso pai ou a mãe, como a professora do primário como aquele sacerdote que é tão bonzinho.
Então vamos crescendo e nossos sonhos acabam que não crescendo com a gente, e muitas vezes até falamos que não temos tempo para isso, que é coisa de criança, os trabalhos e compromissos vão ocupando a nossa mente. Quantos já esqueceram o que é sonhar. O sonho é o momento mais sublime de nossas vidas, pois nos aproxima daquilo que realmente sentimos ou queremos ser. Quando sonhamos não usamos máscaras, somos verdadeiros conosco mesmo. O sonho nos liberta do medo e nos faz livres.
Pode ser que muitos digam que um sonhador não tem nesse mundo globalizado, que isso não vale a pena, que enquanto você sonha deixa de viver, ou até mesmo que a vida é dura de mais para sonhar. Mas saiba que as realidades de hoje foram os sonhos de ontem e que um mundo melhor amanha depende da sua capacidade de sonhar hoje.
Por isso deixo meu convite, nunca deixe de sonhar, pois quem sonha já esta um passo a frente daqueles que pensam não precisar disso para viver.
Um mundo sem sonhos é um mundo sem esperança.
Tamu Junto,
Fonte: Revolução  Jesus

YOUCAT: Catecismo Jovem @Leitura Orante

 
O arcebispo de São Paulo, cardeal dom Odilo Pedro Scherer, recomendou, por meio de um artigo publicado pela arquidiocese de São Paulo, que os fiéis e religiosos façam frequentes leituras da Palavra de Deus. "Desejo fazer uma reflexão sobre a leitura frequente da Santa Escritura, aconselhada a todos os cristãos". Dom Odilo também recordou a preocupação da 12º Assembleia do Sínodo dos Bispos - no ano passado - em estimular a leitura da Bíblia.
Para o purpurado, é necessário, antes de qualquer coisa ‘valorizar a Palavra de Deus em todas as celebrações litúrgicas, de modo especial, na Missa. Toda liturgia está impregnada da Palavra de Deus, que nos é proporcionada através das leituras bíblicas, das antífonas e salmos, da homilia litúrgica e de muitas expressões que permeiam, com abundância, todos os textos das celebrações da Igreja. A liturgia é o lugar privilegiado do anúncio e da acolhida da Palavra de Deus".
A invocação do Espírito Santo, segundo o cardeal, deve sempre ser feita antes da leitura da Palavra - nas celebrações ou fora delas - a fim de conseguir do próprio Senhor a revelação do sentido das Escrituras.
"É importante também ler a Bíblia em privado, na família ou em grupos; muito recomendados são os círculos bíblicos, já bem conhecidos entre nós. É bem educativo que os pais leiam a Bíblia em família e expliquem com simplicidade aos filhos e netos pequenos os principais momentos da história de Deus com o seu povo, sobretudo no Novo Testamento", explica dom Odilo.
Uma das maneiras mais simples seria a adoção da leitura orante da Bíblia (lectio divina) ‘um método simples e acessível a todos, mesmo às pessoas mais simples', diz o cardeal, que explica que o método, pela proposta de um ‘contexto de oração', estabelece o diálogo da fé, ‘no qual ouvimos a Deus que nos fala'.
Dom Odilo reafirma ainda que esse tipo de leitura não é difícil, segundo a própria experiência. "É só começar; aprende-se praticando. A preciosidade da Palavra de Deus, de resto, e sua importância para a vida cristã bem valem algum esforço de nossa parte".

Mensagem do Papa Bento XVI

Como construir o reino de paz? Bento XVI responde

Leonardo Meira

Montagem sobre fotos / Reuters
Bento XVI e peregrinos reunidos para a Catequese, na Sala Paulo VI: ''Contribuição mais preciosa que podemos dar à causa da paz é a oração''
"Como podemos construir este reino de paz de que Cristo é o rei? Como Jesus, os mensageiros de paz do seu reino devem colocar-se a caminho, devem responder ao seu convite - 'Ide, pois, e fazei discípulos todos os povos [...] Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo' (Mt 28,19)", indicou o Papa Bento XVI na Catequese desta quarta-feira, 26.

O encontro acontece na véspera da Jornada de Reflexão, Diálogo e Oração pela Paz e Justiça no Mundo, marcada para esta quinta-feira, 27, em Assis, na comemoração dos 25 anos do primeiro histórico encontro convocado pelo Beato João Paulo II. Em virtude disso, a Catequese assumiu um modelo diferente, sob a forma de C
elebração da Palavra.

"Como cristãos, estamos convencidos de que a contribuição mais preciosa que podemos dar à causa da paz é aquela da oração. [...] O Senhor pode iluminar a nossa mente e os nossos corações e guiar-nos para sermos construtores da justiça e da reconciliação nas nossas realidades cotidianas e no mundo", salientou.

"Queridos irmãos e irmãs, como cristãos, desejamos invocar de Deus o dom da paz, desejamos rezar para que Ele nos torne instrumentos da sua paz em um mundo ainda lacerado pelo ódio, por egoísmos, por guerras. Desejamos pedir-Lhe que o encontro de amanhã, em Assis, favoreça o diálogo entre pessoas de diversas pertenças religiosas e leve um raio de luz capaz de iluminar a mente e o coração de todos os homens, para que o rancor dê espaço ao perdão, a divisão à reconciliação, a violência à delicadeza, e, no mundo, reine a paz", afirmou.
Ele explicou que quis dar a esta Jornada o título "Peregrino da verdade, peregrinos da paz" para significar "o compromisso que desejamos solenemente renovar, juntamente com os membros de diversas religiões, e também com homens não crentes, mas sinceramente em busca da verdade, na promoção do verdadeiro bem da humanidade e na construção da paz. Como já tive oportunidade de recordar, 'quem está em caminho rumo a Deus não pode deixar de transmitir a paz, quem constrói a paz não pode deixar de aproximar-se de Deus'".
Liturgia da Palavra

O Evangelho proclamado (cf. Lc 10,1-3) narra que Jesus envia seus discípulos "como cordeiros em meio a lobos" (v. 3), sem bolsas, sacos ou sandálias (cf. v. 4).
"São João Crisóstomo, em uma das suas Homilias, comenta: 'Enquanto formos cordeiros, venceremos, e, ainda que sejamos circundados por numerosos lobos, chegaremos a superá-los. Mas, se nos tornarmos lobos, seremos derrotados, porque estaremos privados do auxílio do pastor'. Os cristãos não devem nunca cair na tentação de se tornarem lobos entre os lobos; não é com o poder, com a força, com a violência que o reino de paz de Cristo se estende, mas com o dom de si, com o amor levado ao extremo, também com relação aos inimigos. Jesus não vence o mundo com a força das armas, mas com a força da Cruz, que é a verdadeira garantia da vitória. E isso tem como consequência, para quem deseja ser discípulo do Senhor, seu enviado, o estar pronto também para a paixão e o martírio, a perder a própria vida por Ele, para que, no mundo, triunfem o bem, o amor, a paz", salientou.

Segundo o Papa, o anúncio da paz acontece hoje na grande rede das comunidades eucarísticas que se estende sobre toda a terra. É um grande mosaico de comunidades, nas quais se torna presente o sacrifício de amor deste rei manso e pacífico; é o grande mosaico que constitui o "Reino de paz" de Jesus. "O Senhor vem na Eucaristia para tolher-nos do nosso individualismo, dos nossos particularismos que excluem os outros, para formar-nos em um só corpo, um só reino de paz em um mundo dividido", ressalta.A audiência
O encontro do Santo Padre com os cerca de 15 mil fiéis que foram ao Vaticano aconteceu às 10h30 (horário de Roma - 6h30 no horário de Brasília). Devido ao mau tempo em Roma, o encontro foi transferido da Praça de São Pedro para a Sala Paulo VI. Como esse local não comporta um número tão grande de pessoas, o Pontífice encontrou-se anteriormente, na Basílica de São Pedro, com os que não conseguiram lugar na Sala Paulo VI.
"Com alegria, vos acolho na Basílica de São Pedro e dou as minhas cordiais boas-vindas a todos vós que não conseguistes lugar na Sala Paulo VI. Vivei sempre unidos a Cristo e testemunhai com alegria o Evangelho. De coração, concedo a todos vós a minha Bênção", disse aos peregrinos.
Bento XVI também
lançou um apelo pelas vítimas do terromoto na Turquia.
Ao final da Catequese, na saudação aos fiéis de língua portuguesa, o Papa afirmou:
"Uma saudação amiga e encorajadora para todos os peregrinos de língua portuguesa, com menção especial dos grupos brasileiros de Aracajú, Cachoeira Paulista, Gama, Recife e Rio de Janeiro. Conto com a vossa oração pelos Representantes das várias Religiões que amanhã se reúnem em Assis, a bem da justiça e da paz sobre a terra. Sobre vós e vossos familiares, desça a minha Bênção".
Fonte: Canção Nova
Já no trecho do profeta Zacarias, também lido na Celebração, fala-se de um rei: "Eis que vem a ti o teu rei, justo e vitorioso" (v. 9). Esse rei é Jesus, aquele que nasce envolto em faixas em uma manjedoura e, antes de sua Paixão, Morte e Ressurreição, entra em Jerusalém, a Cidade Santa, montado em um jumento.
"Ele é um rei pobre, o rei daqueles que são os pobres de Deus. [...] Jesus é o rei dos anawim, daqueles que têm o coração livre da ânsia do poder e riqueza material, da vontade e da busca de domínio sobre o outro. Jesus é o rei de quantos têm aquela liberdade interior que os torna capazes de superar a ganância, o egoísmo que está no mundo, e sabem que Deus somente é a sua riqueza. Jesus é rei pobre entre os pobres, brando entre aqueles que desejam ser brandos. Deste modo, Ele é o rei da paz, graças ao poder de Deus, que é o poder do bem, o poder do amor. [...] Um rei que realiza a paz sobre a Cruz, conjugando a terra e o céu e lançando uma ponte fraterna entre todos os homens. A Cruz é o novo arco da paz, sinal e instrumento de reconciliação, de perdão, de compreensão, sinal de que o amor é mais forte do que toda a violência e opressão, mais forte do que a morte: o mal se vence com o bem, com o amor", destaca Bento XVI.

Deus tem a água que nos sacia

Márcia Sena

Nós cristãos, agraciados pelos carismas do Espírito, somos chamados a vivificar em obras os dons que recebemos de Deus. Essa manifestação dos carismas acontece das mais variadas formas, seja exercendo algum serviço na paróquia que frequentamos ou sendo referência e ponto de apoio em nossos lares (o que na maioria das vezes é o mais difícil).
Independente do “para que” fomos chamados, sabemos que o ato de servir está sujeito também à acomodação. Por consequência, surge o “qualquer jeito”. Sirvo de qualquer jeito, sou de qualquer jeito. Muitas vezes, nossos dons são sufocados pelo ritmo intenso das atividades diárias: faculdade, trabalho, projetos, entre tantas outras coisas. E acaba faltando tempo.
A primeira semente a não dar frutos é aquela que Deus nos deu. Falta-nos tempo para cultivá-la. Surge, por consequência, a justificativa de tantos irmãos: “não me sinto mais motivado, não é mais do mesmo jeito”. Com certeza não é! Não vivemos estagnados no tempo; Deus não age por conveniência, Ele age por necessidade. E a ação d’Ele surge quando você já fez a sua parte. Pela fé, crescemos no Senhor, no Seu amor. Vivemos em constante mudança esperando por Aquele que é perfeito.
“Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino.” (I Coríntios 13,11)
Como você tem tratado o dom que recebeu? Tem buscado regar diariamente a semente lançada por Deus em você? Nenhum ser humano sobrevive sem água, nenhum dom é manifestado em sua plenitude sem perseverança, sem cuidado. É Jesus mesmo quem nos diz:
“Se tu conhecesses o dom de Deus e quem é que te pede: ‘Dá-me de beber’ , tu mesma lhe pedirias a ele, e ele te daria água viva.” (Jo 4,10)
“Deus tem essa água que nos sacia, Ele tem a motivação que precisamos”
Deus tem essa água que nos sacia, Ele tem a motivação que precisamos. Então, agora cabe a nós pedir e ser saciados, ter Fé e manifestá-la em obras. É fácil? Impossível é que não é. Rever nossos passos também é necessário. Algumas reflexões nos permitem identificar a erva daninha que teima em nascer ao nosso lado e sufoca os bons frutos que temos a dar. Não podemos nutrir a vida que Deus nos deu com pensamentos de “não é mais como era antes”, pois nunca vai ser, irmão. Vivemos em constante movimento, passivos às mudanças externas e internas, mas Deus continua vivo e presente em nossa vida; é Ele quem quer “fazer novo aquilo que você já faz ou fez”.
O primeiro a ser atingido pelo serviço que se exerce na igreja é aquele que o faz. Se o faz bem, certamente a graça passará primeiro por ele. Não queira aparecer mais do que Deus, não busque reconhecimento, não use seus dons para se promover; mantenha sua essência, pois ela certamente é santa.
Um dos artigos do Portal Canção Nova cita um trecho do livro “Words of inspiration”. O Beato João Paulo II diz neste:
“Muitos sabem o que você faz e o admiram e o valorizam por isso. Mas a sua verdadeira grandeza está naquilo que você é. O que você é na essência talvez seja menos conhecido e pouco entendido. Essa verdade só pode ser compreendida à luz da nova vida, revelada em Cristo. Somente n’Ele você será uma nova criatura”.
É nessa certeza que devemos viver. Não paremos no tempo, cresçamos também no amor de Deus; bebamos dessa água viva que Ele nos oferece, alimentemo-nos da Eucaristia e da Palavra , busquemos a motivação diária que Ele está disposto a nos dar. “Pedi e recebereis”.
Deus tem sempre um novo a fazer em nossa vida!
Márcia Sena
Grupo de Oração Vencedores por Cristo

Fonte: Destrave

Papa em Assis: Encontro pela Paz acontece amanhã


Leonardo Meira

Bento XVI participará de Jornada pela Paz em Assis

"Peregrinos da verdade, peregrinos da paz" é o título da Jornada de reflexão, diálogo e oração pela paz, que acontece nesta quinta-feira, 27, em Assis (Itália). O evento marca os 25 anos do encontro similar, convocado por João Paulo II. Como naquela ocasião, também agora o Papa estará presente. Já na manhã desta quarta-feira, 26, Bento XVI presidiu a um Encontro de Oração na Praça de São Pedro, com a presença dos membros das Delegações que estarão em Assis.
A terra de São Francisco está se preparando com vigílias de oração e funções religiosas para a Jornada, que confirma a cidade como capital mundial da paz, conforme indica um comunicado divulgado pelo Convento de Assis. Muitos jornalistas e peregrinos são aguardados para a chegada do Papa. Foram montados 2 centros de acolhida, cinco salas de imprensa e 10 telões na Praça da Basílica Superior e Inferior de São Francisco, na Porciúncula e na Praça de Santa Maria dos Anjos. “A peregrinação a Assis encontra seu sentido mais verdadeiro por ser o local em que São Francisco viveu e propôs incansavelmente sua mensagem de paz e bem”, continua o comunicado.
Cerca de 300 expoentes de várias crenças se reunirão com o Papa na cidade. Os chefes das principais delegações farão o trajeto entre Roma e Assis, de trem, juntamente com Bento XVI.
"O evento realizado há 25 anos atrás deixou uma marca indelével aqui. Tudo depois foi inspirado no chamado 'espírito de Assis', ligado à figura de São Francisco. A nossa comunidade, portanto, sentia uma grande exigência de que o Papa relançasse a profecia 25 anos depois. Estamos realmente honrados de ser uma comunidade que se encontra novamente no centro da atenção da Igreja e do mundo", afirma o Arcebispo de Assis, Dom Domenico Sorrentino.
Ele também revela que foi assumido o compromisso de realizar, em todo dia 27 de outubro, um evento para relançar esta mensagem de paz: "É um trabalho que pretendemos fazer e para o qual estamos constituindo inclusive um organismo de coordenação com o mundo franciscano".
Uma das novidades desta edição do Encontro de Assis é a presença de intelectuais agnósticos, convidados pelo Pontifício Conselho para a Cultura. "O conceito de verdade, neste último período histórico, sofreu uma profunda transformação em relação à concepção tradicional. A concepção clássica afirma que a verdade é uma realidade em si, objetiva, que nos precede e nos excede. Agora, ao invés, o conceito de verdade é muito subjetivo. Por isso creio que devemos, ainda, reencontrar a grande concepção clássica e cristã de verdade, e, hoje, muitos homens de cultura estão caminhando nessa direção", explica o presidente do dicastério vaticano, Cardeal Gianfranco Ravasi.
CNBB
O assessor da Comissão Episcopal para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso da CNBB, padre Elias Wolff, está presente em Assis.
"É uma caminhada conjunta em busca do diálogo, da cooperação entre as religiões e a oração pela paz e a justiça no mundo. Este evento tem, de fato, um significado de continuidade. Aqueles esforços que a Igreja Católica está fazendo desde o Concílio Vaticano II são para o reconhecimento do valor das tradições religiosas que buscam de fato, com sinceridade, orientar as pessoas para Deus, para o Divino, para a transcendência. Na declaração Nostra Aetate, a Igreja Católica afirma que nada rejeita do que há de bom e verdadeiro nas tradições religiosas, reconhece a existência de verdade nestas tradições, e onde há verdade, há a ação do Espírito de Deus. De modo que este encontro dos líderes religiosos com o Papa em Assis é uma expressão concreta daquele ensinamento do Concílio Vaticano II e está na tradição iniciada por João Paulo II em 1986: a tradição de estar junto com líderes de outras religiões, refletir juntos, estar em momento de congraçamento, de conhecimento mútuo, fortalecimento das religiões, da amizade. E cada um a partir de sua fé, de seu credo, fazer a oração pela paz e pela justiça no mundo”.
Budistas e muçulmanos da Tailândia
Uma delegação tailandesa estará presente em Assis, na quinta-feira, 27, para a Jornada de Reflexão, Diálogo e Oração para a Paz. A guiá-los estará o Bispo de Nakhon Ratchasima, Dom Joseph Chusak Sirisut, também Presidente da Comissão para o Diálogo Cultural e Religioso.
Desse grupo proveniente da Thailândia, farão parte líderes budistas e muçulmanos, entre os quais a fundadora de um importante Centro Budista, aberto em 1987, Mae Che Sansanee Sthirasuta, que há 30 anos dedica-se à promoção da paz e da harmonia. Também o médico muçulmano e membro da Comissão para o Diálogo inter-religioso, Suthep Loh-la-moh.
Fonte: Canção Nova

Frases de São Vicente de Paulo


“Faz, Senhor, que na perseguição nos mantenhamos firmes, sem fugir nem dobrar-nos perante os ataques do mundo”.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Saiba mais sobre a vida de Frei Galvão

Santo Antônio de Sant'Anna Galvão


Santo Antônio de Sant'Anna Galvão Conhecido como "o homem da paz e da caridade", Antônio de Sant'Anna Galvão nasceu no dia 10 de maio de 1739, na cidade de Guaratinguetá (SP).

Filho de Antônio Galvão, português natural da cidade de Faro em Portugal, e de Isabel Leite de Barros, natural da cidade de Pindamonhangaba, em São Paulo. O ambiente familiar era profundamente religioso. Antônio viveu com seus irmãos numa casa grande e rica, pois seus pais gozavam de prestígio social e influência política.

O pai, querendo dar uma formação humana e cultural segundo suas possibilidades econômicas, mandou Antônio, com a idade de 13 anos, à Bahia, a fim de estudar no seminário dos padres jesuítas.
Em 1760, ingressou no noviciado da Província Franciscana da Imaculada Conceição, no Convento de São Boaventura do Macacu, na Capitania do Rio de Janeiro. Foi ordenado sacerdote no dia 11 de julho de 1762, sendo transferido para o Convento de São Francisco em São Paulo.
Em 1774, fundou o Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição da Divina Providência, hoje Mosteiro da Imaculada Conceição da Luz, das Irmãs Concepcionistas da Imaculada Conceição.
Cheio do espírito da caridade, não media sacrifícios para aliviar os sofrimentos alheios. Por isso o povo a ele recorria em suas necessidades. A caridade de Frei Galvão brilhou, sobretudo, como fundador do mosteiro da Luz, pelo carinho com que formou as religiosas e pelo que deixou nos estatutos do então recolhimento da Luz. São páginas que tratam da espiritualidade, mas em particular da caridade de como devem ser vivida a vida religiosa e tratadas as pessoas de dentro e de fora do "recolhimento".
Às 10 horas do dia 23 de dezembro de 1822, no Mosteiro da Luz de São Paulo, havendo recebido todos os sacramentos, adormeceu santamente no Senhor, contando com seus quase 84 anos de idade. Foi sepultado na Capela-Mor da Igreja do Mosteiro da Luz, e sua sepultura ainda hoje continua sendo visitada pelos fiéis.
Sobre a lápide do sepulcro de Frei Galvão está escrito para eterna memória: "Aqui jaz Frei Antônio de Sant'Anna Galvão, ínclito fundador e reitor desta casa religiosa, que tendo sua alma sempre em suas mãos, placidamente faleceu no Senhor no dia 23 de dezembro do ano de 1822". Sob o olhar de sua Rainha, a Virgem Imaculada, sob a luz que ilumina o tabernáculo, repousa o corpo do escravo de Maria e do Sacerdote de Cristo, a continuar, ainda depois da morte, a residir na casa de sua Senhora ao lado de seu Senhor Sacramentado.
Frei Galvão é o religioso cujo coração é de Deus, mas as mãos e os pés são dos irmãos. Toda a sua pessoa era caridade, delicadeza e bondade: testemunhou a doçura de Deus entre os homens. Era o homem da paz, e como encontramos no Registro dos Religiosos Brasileiros: "O seu nome é em São Paulo, mais que em qualquer outro lugar, ouvido com grande confiança e não uma só vez, de lugares remotos, muitas pessoas o vinham procurar nas suas necessidades".
O dia 25 de outubro, dia oficial do santo, foi estabelecido, na Liturgia, pelo saudoso Papa João Paulo II, na ocasião da beatificação de Frei Galvão em 1998 em Roma. Com a canonização do primeiro santo que nasceu, viveu e morreu no Brasil, a 11 de maio de 2007, o Papa Bento XVI manteve a data de 25 de outubro.
Santo Antônio de Sant'Anna Galvão, rogai
por nós!
Fonte: Canção Nova

Por que há pouca participação de fiéis nas igrejas?

Por que há pouca participação de fiéis nas igrejas?

As ausências na igreja podem provir de motivos circunstanciais


Imagem de DestaqueÉ fato conhecido que a frequência de fiéis aos atos litúrgicos dominicais se apresenta de maneira muito diferenciada de um lugar para outro. Há aquelas regiões onde as igrejas estão sempre cheias aos domingos. Por isso elas têm mais facilidade para manter os trabalhos pastorais, ter boa catequese, erigir belas igrejas, despertar muitas vocações sacerdotais. "Uma só coisa peço ao Senhor: habitar em sua casa por toda a minha vida" (Sl 27,4).

Já em outras regiões, há muitas atividades civis no Dia do Senhor, mas, nas igrejas, só aparecem uns "gatos pingados". Nelas, há muita dificuldade em cumprir qualquer plano pastoral, os templos são desleixados, não há catequese e, no seu horizonte, não desponta nenhuma vocação sacerdotal nem líder religioso. Sempre fui curioso para descobrir por que algumas pessoas, apesar de serem convictamente católicas, raramente frequentam a igreja. "Vou propor-vos um enigma" (Jz 14,12).

As 4 razões poderiam ser estas, acrescidas de melhores explicações por parte de quem enxerga mais longe.
1 – As ausências à igreja poderiam provir de motivos circunstanciais, como estado de saúde precária, grave cansaço, distância, perigos de vida;
2 – Os serviçais da Liturgia são dirigidos por pessoas muito difíceis de lidar, o padre é muito temperamental, não existe esforço por parte de ninguém para melhorar o canto ou não há criatividade; só se percebe mesmice sem entusiasmo;
3 - Percebe-se uma solerte influência inibidora de religiões que não buscam a oração comum. Sua tradição está distante da vida comunitária. Os espiritualistas promovem atos de caridade – o que é louvável –, mas não estimulam seus membros a se reunir e prestar culto a Deus. Eles não ensinam isso aos católicos, mas essa mentalidade passa, "por osmose", onde sua presença é muito forte;
4 – O último motivo chega até a ser polêmico, mas muito real. Algumas pessoas não têm vida ilibada, podem ser mentirosos, injustos, devassos, infiéis no casamento, promotores de discórdia ou falhos na sua fé.

Tudo isso numa graduação diversificada. Tais pessoas não se sentem à vontade entre cristãos que querem praticar justamente o contrário. Ficar longe de tal comunidade é a tendência mais normal. "Os injustos não permanecem de pé junto da assembléia dos justos" (Sl 1,5). Você concorda? Ou podem existir mais razões?
D. Aloísio Roque Oppermann scjdomroqueopp@terra.com.br
Fonte: Canção Nova

Reflexão do dia: BASTA QUE SEJAS JOVEM

"Basta que sejam jovens para que eu vos ame." 


Esta era a palavra de Dom Bosco para os jovens da cidade de Turim, na Itália, numa época em que as indústrias começavam a pipocar e os jovens vinham desesperados, do interior, para conseguir algum trabalho. E brigavam, se batiam, se matavam por causa de alguns trocados, rolavam na lama. Dom Bosco, vendo a luta de cada um deles, começou a amá-los. Amor que mudou para sempre sua vida e o levou a ser um dos mais queridos santos pelos jovens. Portanto, os jovens não precisam fazer esforço para ser amados por Dom Bosco. Não precisavam bons, ser bonitos, "bastava que fossem jovens para que ele os amasse".

É difícil ser jovem. Para aquele que está buscando Deus, as dificuldades pertencem a uma batalha diária, que faz parte de uma guerra que levará toda a vida contra o pecado. Na guerra, algumas vezes é necessário avançar, outras recuar, fugir... Perder uma batalha dentro da guerra é normal; ganhar a maioria das batalhas significa vencer a guerra. Para vencer essa guerra é preciso ter as melhores estratégias e dar tudo no combate.

Tenho tido a oportunidade de visitar, com certa constância centros de recuperação para drogados, casa de portadores do HIV (Vírus da imunodeficiência humana) em fase terminal, cadeias públicas, presídios de segurança máxima, lares de menores abandonados e prostíbulos. Tenho visto a luta dos jovens. Foi assim que nasceu o PHN: de tanto ir a lugares, de estar em contato com os jovens verdadeiramente abatidos, mas lutando para retomar a vida. Fui convencido de que Deus para eles é como o ar para pássaros, ou a água para os peixes. (...)

Visitando esses lugares, encontrei crianças abandonadas que me abraçavam com uma força comovente (reflexos da ausência do pai em suas vidas, porque morreu de cirrose, ou por outros problemas). Em face dessa realidade, me veio a grande inspiração: "Por que não ensinar os jovens a dizer o PHN ( por hoje não vou mais pecar) antes de eles entrarem nessa situação?". Assim nasceu o PHN, neste contexto Deus me inspirou.

Não foi por acaso, não foi simplesmente subindo uma escada do palco do Rincão do meu Senhor e repentinamente: "Ah! Tive uma idéia". Não, os jovens estavam morrendo na minha frente. Aconteceu de eu avisar um jovem e ligar uma semana depois para receber notícias e ser informado: "Ele foi enterrado ontem".(...)

Você não pode apontar o dedo, e nem julgar as pessoas. Precisa se aproximar delas e viver bem o PHN, todos os dias, ser firme.

Devemos ser ombros. Senão, para quem as pessoas vão contar que foram estupradas, violentadas pela própria família? Que ficaram bêbadas, que se prostituíram porque precisavam de amor e a própria família as incentivou a tudo isso? Já ouvi isso olhando nos olhos, vendo as lágrimas rolarem. Nessa hora não da para condenar, só amar e acolher e ver como Deus nos espera após cada batalha da vida.

Esse é o campo que Deus apresenta a você, como apresentou a mim, para ir ao encontro dessas pessoas e ensina-las a viver, a amar e a conhecer o desafio do PHN.


Dunga

Fonte: Canção Nova

YOUCAT: Catecismo Jovem #Apóstolos

 
Jesus tinha, à sua volta, um grande círculo de discípulos, homens e mulheres. Deste círculo de discípulos, Ele escolheu doze homens, a quem deu o nome de Apóstolos (Lc 6, 12-16). Os Apóstolos foram formados especialmente por Ele, que lhes confiou diversas tarefas: “Enviou-os a proclamar o Reino de Deus e a curar os doentes.” (Lc 9, 1-2) Também apenas a estes doze Apóstolos confiou, na Última Ceia, uma nova missão: “Fazei isto em memória de Mim!” (Lc 22, 19)
Os Apóstolos tornaram-se testemunhas da ressurreição de Jesus e garantes da Sua Verdade. Eles continuaram a missão de Jesus após a Sua morte; e escolheram bispos para seus sucessores. Os sucessores dos Apóstolos partilham, ainda hoje, do pleno poder transmitido por Jesus: eles guiam, ensinam e celebram a Liturgia. A união dos Apóstolos tornou-se o fundamento da Igreja. Entre os Apóstolos ainda se destaca Pedro, a quem Jesus concedeu uma especial autoridade: “Tu és Pedro; sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja.” (Mt 16, 18) Do especial lugar de Pedro entre os Apóstolos proveio o ministério papal. [92]

Noticias do Brasil

João Câmara volta a registrar tremores de terra


O município de João Câmara (RN), voltou a registrar atividade sísmica. o Laboratório de Sismologia [LabSis], do Departamento de Geofísica da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, registrou oito abalos sísmicos com magnitude  de 2.1 a 2.8 na escala Richter somente no período de uma semana.
Para ampliar o monitoramento e ter dados mais precisos, o LabSis está ampliando a rede de sismologia na região do Mato Grande. Desde ontem, três técnicos do Departamento de Geofísica estão na região de João Câmara para instalação de  dois acelerógrafos e uma estação sismológica digital de período curto. Além disso, hoje, 25, uma equipe do Corpo de Bombeiros vai ao município para reunião com a Defesa Civil.
Fonte: Blog Robson Pires

Quem quer ganhar tem que perder?

Quem quer ganhar tem que perder?

 Pedro André, sdb
Aquele que deseja ganhar o reino dos céus tem que perder a própria vida. Não é estranho isso? É o próprio Cristo quem nos exorta: “Pois quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; mas quem perder a sua vida por causa de mim e do Evangelho vai salvá-la” (Mt 8, 35).
É intrínseco ao ser humano ajuntar coisas, a começar pelo dinheiro e pelos bens materiais para alimentar o seu orgulho, para inflar seu ego.
Há pessoas neste mundo que se acham o centro do universo; pensam que tudo deve acontecer da forma como querem, e tudo aquilo que foge à sua linha de pensamento não deve ser levado em conta ou tem pouca utilidade. Esse tipo de gente causa muito sofrimento na vida dos outros e acaba fazendo sofrer a si mesma, pois nunca está satisfeita.
Para ganhar o Reino dos Céus e dar a vida ao serviço do projeto do Reino é necessário ter disposição para perder a própria vida no sentido de que, para viver o plano de Deus, há que se esvaziar das próprias vontades, desejos, até mesmo da própria liberdade. Jesus nos diz que: “Com efeito, de que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro se perder a própria vida?” (Mt 8,36).
Esforcemo-nos por fazer a vontade do Pai. Suportemos as intempéries desse mundo, suportemos as pessoas que atrapalham nossa caminhada. A planta para crescer necessita ser podada, dessa forma ela cresce com mais força e mais vigor. Tudo desse mundo vai passar, só Deus ficará. Peguemos a mão dAquele que não passa e deixemos todo o resto para trás. Que Nossa Senhora seja nossa companheira nessa caminhada. Amém.
Fonte: Destrave

Mensagem do Papa Bento XVI

João Paulo II cativava os fiéis para Cristo, diz Bento XVI

Nicole Melhado

 
Bento XVI se encontrou com os 300 membros da Fundação João Paulo II, que completa 30 anos
"O Bem-aventurado Pontífice procurava a todo o momento cativar os fiéis não para si mesmo, mas cada vez mais para Cristo, para a tradição apostólica e para a comunidade católica unida ao colégio episcopal, que tem o Papa como sua cabeça”, destacou o Papa Bento XVI nesta segunda-feira, 24 durante o encontro com os mais de 300 membros da Fundação João Paulo II.
O encontro em comemoração aos 30 anos da fundação desta instituição, aconteceu na Sala Clementina, no Vaticano. A Fundação tem por objetivo oferecer suporte material para iniciativas de ordem religiosa, cultural, pastoral e social, ligadas ao pontificado de João Paulo II.
Bento XVI  destacou que, como está descrito no estatuto da Fundação, "conscientes da grandeza do dom pessoal e do trabalho do Papa polonês para a Igreja, para sua terra natal e para o mundo, a Fundação visa conservar e desenvolver este patrimônio espiritual para as gerações futuras".
“Eu mesmo posso experimentar a eficácia destes esforços, quando recebo o amor e o sustento espiritual de tantas pessoas em todo mundo que me acolhem com afeto como Sucessor de Pedro, chamado pelo Senhor a confirmá-lo na fé. Eu agradeço a Fundação por continuar a cultivar este espírito e amor que nos une em Cristo”, disse Bento XVI.
O Santo Padre evidenciou o precioso papel do círculo de amigos da Fundação, espalhados por todos os continentes, comunidades de formação baseadas no ensinamento e no exemplo do Beato João Paulo II, e os milhares de benfeitores que sustentam as atividades desta fundação.
“Eles não se limitam a uma memória sentimental do passado, mas sabem discernir as necessidades do presente, eles olham para o futuro com solicitude e confiança, empenho para permear no mundo de forma mais profunda com o espírito de solidariedade e fraternidade”, disse o Pontífice agradecendo a Deus pelo dom Espírito Santo que os inspira.
Os 300 membros da Fundação João Paulo estavam acompanhados pelo Arcebispo de Cracóvia, Dom Stanisław Dziwisz e pelo presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, Dom Stanisław Ryłko
Fonte: Canção Nova

Frases de São Vicente de Paulo

“Somos culpados dos sofrimentos dos pobres se não fazemos tudo o que está nas nossas mãos”.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Reflexão do dia: QUEM DESEJA AMAR NÃO JULGA

Conteúdo enviado pelo internauta Alan Ribeiro Fernandes
"Quem julga não tem tempo para amar" Madre Tereza
A coisa mais fácil que existe é julgar. O amor é complicado, exige renúncia, sofrimento, desgaste físico e emocional; o amor nos pede para justificar o outro, abraçar e cuidar dos que não merecem. Se desejamos viver o amor, precisamos compreender que o princípio dele é acolher sem julgar nem condenar.
Um dos melhores caminhos para amar e aceitar o outro é conhecer a si mesmo e se reconhecer aceito por Deus. Quando percebemos tudo o que Jesus passou e enfrentou para nos acolher, entendemos que não somos dignos de julgar ninguém, pois fomos aceitos independentemente de nossas fraquezas e fracassos.
Quem aponta o outro, acaba apontando a si mesmo, diz Jesus: “Com o mesmo julgo com que julgares sereis julgados”. Que perigo corremos ao julgar o outro, não? Como podemos dizer que uns merecem a salvação e o perdão, mas outros não? Se nós apontarmos alguém, corremos o risco de ser apontados por nós mesmos em nossa atitude orgulhosa e inconsequente.
Veja o meu testemunho:
Um certo dia, vi uma pessoa pregando em um encontro; mas eu sabia que ela não levava um vida de santidade, então logo pensei: ‘Como podem colocar este cara para pregar?’. Fiquei com raiva.
Passado um tempo, fui chamado para pregar em um retiro e fui surpreendido com uma notícia: haviam chamado, sem querer, duas pessoas para fazer a mesma pregação.
O coordenador do retiro me chamou e explicou a situação: “Sei que você vai entender bem melhor, por isso queria saber se não se importaria se ele pregasse e você ficasse na intercessão”. Eu disse que não havia problema, pois estava ali para servir. Foi então que o outro pregador chegou. Adivinha quem era? O próprio rapaz que eu havia julgado.
Fui para capela morrendo de vergonha. Então, senti que Jesus estava me ensinando que não cabia a mim tal atitude. Pude viver a experiência do perdão e da aprendizagem.
Julgar meus irmãos e, pior ainda, condená-lo é uma atitude totalmente contrária à vontade de Deus. Somente Ele pode ser justo, porque somente Ele é santo. Precisamos aprender a amar sem jamais condenar. Deus irá nos capacitar.
Alan Ribeiro
Ministério Bethânia

YOUCAT: Catecismo Jovem #Milagres

 
Jesus realmente operou milagres, tal como os Apóstolos. Os autores neotestamentários referem-se a ocorrências reais. Os milagres que Jesus realizava eram sinais do começo do Reino de Deus, e expressão do Seu amor pela humanidade e corroboravam o Seu envio.
 As fontes mais antigas noticiam que os inúmeros milagres confirmam o anúncio de Jesus: “Se, porém, expulso demônios pelo Espírito de Deus, então o Reino de Deus já chegou até vós.” (Mt 12, 28) Os milagres ocorriam em espaços públicos; por vezes, é referida a identidade das pessoas em questão, como o cego Bartimeu (Mc 10, 46-52) ou a sogra de Pedro (Mt 8, 14 ss.). Alguns milagres eram considerados chocantes sacrilégios para o ambiente judaico (como a cura do paralítico ao Sábado e a cura dos leprosos), mas não foram negados pelo judaísmo desse tempo.
Os milagres de Jesus não eram uma auto afirmação mágica. Ele estava cheio do poder amoroso de Deus que cura e salva. Através de milagres mostrou que era o messias e que o Reino de Deus começava n’Ele.
O amanhecer do novo mundo tornou-se patente quando Ele libertou da fome (Jo 6, 5-15), da injustiça (Lc 19, 8), da doença e da morte (Mt 11, 5). Com a expulsão dos demônios teve início o triunfo contra o “príncipe deste mundo” (ou seja, Satanás: Jo 12, 31).
Não obstante, Jesus suprimiu do mundo toda a desgraça e todo mal. Ele dedicou especial atenção à libertação do ser humano da escravidão do pecado; importou-se sobretudo com a fé, que Ele suscitou através de milagres. [90 e 91]

Atitudes curadoras

Atitudes curadoras

O elogio não pode ser confundido com a bajulação



Imagem de DestaqueMuitos dos nossos erros são reações ao mal que nos fizeram. A compreensão, corretamente manifestada, é um excelente instrumento de cura e restauração. Sem uma palavra de elogio, ninguém tem forças para mudar um comportamento ou corrigir uma atitude.


Quando um apessoa comete um erro, nada a condena mais do que a sua própria consciência. O mais dificil é se perdoar, aceitar-se e redimensionar sua caminhada. As críticas não ajudarão em nada se não forem precedidas de um elogio sincero, honesto, maduro e equilibrado.


A crítica por si só gera frustração, decepção, desânimo e tristeza. O elogio, quando verdadeiro, injeta o ânimo necessário para que se possa refazer a vida. Isso deveria ser a maior função de uma família e uma comunidade: ressaltar valores. Das críticas e acusações, a sociedade já se encarrega.


Há pessoas especializadas nesse ministério encardido. Mas muitos santos, seguindo a pedagogia de Jesus, especialmente em Seus gestos curadores, aprenderam e praticaram o elogio como arma poderosa de cura e restauração.


A exaltação não pode ser confundida com a bajulação. Elogiar é ressaltar as qualidades individuais e precisa coincidir com aquilo que a pessoa já sabe que tem e que está escondido sob a manta do erro. Não adianta querer inventar uma qualidade para enaltecer alguém. Nesse caso, esse alguém logo se percebe enganado e se fecha ainda mais no erro.


O elogio será uma linda gota de cura interior quando refletir um valor da pessoa e reanimá-la a retomar essa qualidade. O enaltecimento é uma palavra de esperança ativa, concreta, possível e realizável.


Infelizmente, essa é uma prática tão remota em nosso meio que, muitas vezes, temos medo do elogio. Quando alguém nos elogia ou ao nosso trabalho, ficamos com o pé atrás, achando que depois, certamente, virá um pedido de ajuda. Por isso, como atitude curadora, o elogio jamais deverá ser acompanhado de um pedido de favor.





Padre Léo, scj
Fonte: Canção Nova

Frases de São Vicente de Paulo

“Os amam aos pobres durante a sua vida, não terão medo à morte”.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Reflexão do dia: SER OUVIDO, MAS NÃO SER COMPREEDIDO


Quando não se chega a um termo satisfatório.

Relacionamento, ao mesmo tempo em que é sentido de vida, preenchimento interior, é ponto de conflitos entre os seres humanos. Somos predispostos a viver próximos, mas quem nunca se desapontou na vida? É natural esse tipo de sentimento quando temos boa imagem de uma pessoa, seja à primeira vista ou pela impressão causada no convívio, mas que, de repente, se desfaz quando somos surpreendidos por uma atitude contrária à que causava nossa admiração.

Faz parte de um relacionamento maduro, fundamentado na verdade, quando houver essa ruptura no sentimento, o recorrer ao diálogo. Quanto maior a proximidade das pessoas, mais deveriam ser óbvias a transparência e a liberdade em dizerem o que não foi bom. Assim avançamos em diversos tipos de convívio: no trabalho, na amizade, no namoro, no casamento.

O problema é quando, mesmo com diálogo, ainda não se chega a um termo satisfatório para ambos os lados.

Você já teve a sensação de ser ouvido, mas não ser entendido? Por mais que fale, argumente e esteja certo, nada parece penetrar o entendimento, a razão e o perdão do outro.

Quando as partes dialogam, mas num primeiro instante não existe consenso, é imprescindível saber que ao se procurar entender com alguém é mais importante ouvir do que falar. Exercite a arte da escuta. Mesmo que seja você quem tenha de dar explicações, deixe que a outra parte primeiro esgote sua indignação.

Tanto para passar a sua ideia quanto para absorver o conteúdo do outro é importantíssimo notar o que as palavras não dizem. No desabafo de uma pessoa existe muito mais que argumentos, aí também estão seus sentimentos, os quais nem sempre são completamente expressos por palavras. É preciso buscar fora daquilo que simplesmente ela aparenta ser, quais os seus anseios, planos, cultura e até sua concepção e história de vida. Experiências do passado condicionam-nos a agir e a pensar segundo o que aprendemos, cada qual com seu conceito.

É preciso detectar os sentimentos presentes em você e no outro e nomeá-los, para saber o que está acontecendo no interior de quem está envolvido. Por vezes, será necessário simplesmente chegar a esta conclusão: “Suas emoções são diferentes das minhas diante do fato acontecido”. E a partir daí buscar um meio-termo. Por fim, é normal que seres humanos não estejam de acordo em tudo.

A perfeição do amor não está em juntar o que é igual, mas em transcender a expectativa mesmo sabendo que se é diferente. O que é verdadeiro supera as barreiras da incompreensão, traz a certeza de ser assumido, mesmo sabendo que na alma da outra pessoa existe a consciência de que aquele com quem se caminha junto não é perfeito. Somos mais amados quando somos acolhidos, apesar de nossas deficiências, não pelas nossas belezas. Amar quem não está pronto é amar verdadeiramente, pois não busca compensações em dar de si.

Abra o coração para aqueles que você ama, vá disposto, no diálogo, a ouvir e a se desfazer dos próprios conceitos em favor da reconciliação.

E então? Está pronto a abrir os ouvidos?