sábado, 21 de março de 2015

Por que o casal precisa ter fé?

Muitas situações acontecem na vida dos casais. Entenda por que eles precisam ter fé em todos os momentos da vida
Os cientistas dizem que, por causa do buraco na camada de ozônio, o calor está aumentando, a cada ano, em escala avançada. No entanto, a fé sobre a terra está esfriando dia após dia em escala assustadora! A mentalidade atual não é de oração, mas de eficiência: somos nós que resolvemos os nossos problemas. Porém, Jesus contou uma parábola sobre a necessidade de orarmos sempre, sem nunca nos desanimarmos.
“Numa cidade, havia um juiz que não temia Deus nem respeitava homem algum. Na mesma cidade, havia uma viúva, que vinha à procura do juiz e lhe pedia: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário!”. Durante muito tempo, o juiz se recusou. Por fim, ele pensou: ‘Não temo Deus e não respeito ninguém. Mas essa viúva já está me importunando. Vou fazer-lhe justiça, para que ela não venha, por fim, me agredir!’” E o Senhor acrescentou: “Escutai bem o que diz esse juiz iníquo! E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que, dia e noite, gritam por ele? […]” (Lc 18,1-7).
A luta não é contra os problemas de bebida ou o adultério do cônjuge, nem contra a revolta dos filhos nas drogas, no desregramento. A batalha que enfrentamos vai além das forças humanas; é uma luta espiritual. Estamos lutando contra os inimigos do mundo espiritual, que querem destruir o casamento.
Pois a nossa luta não é contra o sangue e a carne, mas contra os principados, as potestades, os dominadores deste mundo tenebroso, os espíritos malignos espalhados pelo espaço. […] Com toda sorte de preces e súplicas, orai constantemente no Espírito. Prestai vigilante atenção neste ponto, intercedendo por todos os santos (Ef 6,12.18).
Por que o casal precisa ter fé?
No entanto, o Senhor nos revela: “Tudo pode ser mudado pela oração”. Eis o testemunho de Dona Rita. Ela é uma demonstração muito clara desta verdade:
Havia cinco anos, meu marido, Carlos, e eu estávamos morando em Caraguatatuba (SP). Numa noite do mês de novembro de 1993, bateu à nossa porta um advogado, dizendo ao Carlos que ele, com um grupo de pessoas, haviam ganhado uma ação contra o Estado. Carlos não se lembrava, pois fazia mais de dez anos que ele tinha movido aquela ação.
Com aquele dinheiro, a construção de nossa casa seria finalizada e até poderíamos comprar os móveis. Eu já estava doente, embora não soubesse da gravidade, mas Deus, na Sua misericórdia, cuidou de tudo que eu iria precisar.
Meu quadro piorou, tive anemia por mais de dois anos e fui a São Paulo fazer exames mais específicos. Meus amigos se mobilizavam em oração e jejum para que o Senhor me curasse. Naquela ocasião, eu era coordenadora diocesana da RCC em Caraguatatuba e já conhecia a Comunidade Canção Nova. Lá, muitos membros rezavam por mim.
No dia oito de dezembro, com os exames prontos, voltei ao médico. Ele, depois de muito “rodeio”, disse que meus exames constatavam um câncer e que eu deveria passar por uma cirurgia imediatamente. A questão era grave, o tumor estava alojado no intestino, quase impedindo a passagem das fezes. Se isso ocorresse, seria fatal. Recebi essa notícia com muita tranquilidade, não por minhas próprias forças, mas sim pela força da oração de muitas pessoas.
Naquele dia, completávamos 31 anos de vida matrimonial, e fomos participar da Santa Missa, que era em honra à Medalha Milagrosa. Lá também rezaram por mim. Ao chegar à igreja, a Missa estava terminando. O padre dava a bênção com o Santíssimo Sacramento e, ao me avistar, veio até mim e me abençoou. Percebi o carinho de Deus para comigo.
Minha família permaneceu no hospital, rezando por mim, e a imagem de Nossa Senhora ficou na cabeceira da minha cama. Quando as enfermeiras entravam no quarto, sentiam a presença de Maria e falavam:
“Nossa Senhora está fazendo maravilhas neste andar!”
Depois de todas as tribulações, de perder o cabelo e fazer a cirurgia para a retirada do tumor e da vesícula, a minha recuperação foi espantosa. Cinco dia após a cirurgia, tive alta e passei o Natal em casa.
No início do seguinte ano, comecei as sessões de quimioterapia. Passei por grandes sofrimentos. Na terceira aplicação, pensei que fosse morrer. Vendo meu desespero, meu marido resolveu me levar para Cachoeira Paulista (SP), na Canção Nova, com 40ºC de febre.
Na Quinta-feira de Adoração, eu já estava bem melhor! Fomos à Casa do Dunga – já éramos amigos. Ele se compadeceu ao me abraçar, pois meus cabelos saíram em suas mãos e eu estava muito debilitada. Dunga foi chorar no banheiro; em seguida, chamou o padre Jonas.
Rezando por mim, padre Jonas abriu a Palavra de Deus e disse: “Não temas nada, homem de predileção! Que a paz esteja contigo! Coragem!” (Dn 10-19). Rita troque a expressão ‘homem de predileção’ por ‘mulher de predileção’ e assuma essa realidade em sua vida. Você não deve temer nada!’.
Voltando para São Paulo(SP), na sexta-feira, já me sentia outra pessoa. A cura ocorreu gradualmente.  Há quase dez anos, recebi essa graça para honra e glória de Deus! Passei por todas as revisões que os médicos pediram. Não havia dúvida: eu estava completamente curada. Hoje, não apenas tenho saúde perfeita, mas, como repete sempre o padre Jonas, Deus me deu um cabelo novo, bem diferente do antigo”, afirma Rita.
Deus quer tocar nosso coração, quer nos reanimar, levantar nosso casamento. Para Ele não existe distância, e o tempo é sempre “presente”. Por isso, cada vez mais, precisamos de casais que tenham fé e não duvidem do que Deus pode realizar em nossa vida.
(Artigo extraído do livro: “Homem e Mulher em sintonia”, de monsenhor Jonas Abib). 

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