quarta-feira, 28 de agosto de 2013

As faces de Vicente de Paulo #Pai dos Pobres

Por: Pe. Robert Maloney,CM
Quando eu era um menino de 13 anos, a primeira imagem que tive de Vicente de Paulo foi a do PAI DOS POBRES. Creio que esta sua imagem seja a mais popular e a mais conhecida pelas pessoas por todo o mundo. Se vê em vitrais, estátuas, quadros em muitíssimas igrejas.
Nos últimos anos temos visto muitas imagens belíssimas de São Vicente de Paulo como PAI DOS POBRES. Uma das que mais me chamou a atenção foi a que apareceu na página da internet da Assembleia Geral da Congregação da Missão em 1999, e em muitas publicações daquele ano. Trata-se de um obra pintada por Kurt Welther para a capela da paróquia São Vicente de Paulo em Graz, Áustria. Vicente de Paulo está sentado entre os Pobres como se fosse um deles. Não tem nenhuma auréola sobre ele.
Não se destaca entre eles como se fosse um benfeitor. Dá a impressão de que os Pobres apareceram no justo momento em que Vicente de Paulo havia sentado para comer sua modesta refeição. Ele a reparte com eles. Os rostos dos Pobres sentados à mesa não dá prá ver claramente. Porém, Vicente os vê e nos diria: “verá à luz da fé que o Filho de Deus, que quis ser Pobre, está representado nestes Pobres” (XI, 725). O rosto que se vê no centro da mesa reflete a presença de Cristo. Os que rodeiam a Cristo neste refeição modesta nos lembram a última ceia, a refeição sacramental do amor de Deus por seu povo.
O que podemos falar de Vicente de Paulo, o PAI DOS POBRES?
1. Este rosto de Vicente de Paulo é fundamental para todos os ramos da Família Vicentina. De fato, é a face que a Igreja melhor reconhece de São Vicente de Paulo em todo o mundo. Em 16 de abril de 1885, Vicente de Paulo foi declarado pela Igreja o PATRONO DE TODAS AS INSTITUIÇÕES DE CARIDADE. Quando falo com membros dos mais variados ramos de nossa Família Vicentina, em diversos países, vejo que todos reconhecem Vicente de Paulo como PAI DOS POBRES, bem como seu fundador e fonte principal de inspiração.
2. O que fazemos, fala com mais força do que aquilo que dizemos. O testemunho é frequentemente mais importante que as palavras, sobretudo em nossos dias. Num mundo em que existem muitas pessoas indiferentes perante a religião organizada, a linguagem das obras é cada vez mais importante. As obras de justiça e de misericórdia são um sinal de que o Reino de Deus está realmente atuando no meio de nós: dar de comer ao faminto, de beber ao sedento, ajudar a encontrar as causas de sua fome e de sua sede e a maneira de aliviá-las.

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